quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ativações da banda larga em novembro ficam abaixo da média


O número de assinantes de banda larga no Brasil chegou a 55,4 milhões em novembro de 2011, de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil). Os dados mostram um crescimento de 68% nos últimos 12 meses, com 22,4 milhões de novos acessos no período.
Mas a quantidade de novos acessos caiu. Em novembro foram ativadas 1,5 milhão de conexões. Portanto, metade das 3,2 milhões de conexões anexadas em outubro, e abaixo da média mensal de 2011, que era, até outubro, de 1,9 milhão de conexões.
Desde o início de 2011 - de janeiro a novembro - 20,9 milhões de novos acessos foram ativados, sendo 2,7 milhões de banda larga fixa e 18,2 milhões de banda larga móvel. Pelo levantamento da Telebrasil, os novos acessos em banda larga móvel (3G) já correspondem a quase metade (46%) dos 40 milhões de celulares habilitados em 2011.
Na variação dos últimos 12 meses, ee novembro de 2010 a novembro deste ano 22,4 milhões de novos acessos em banda foram adicionados à base. Nesse ritmo, a cada dia, foram ativadas 61 mil novas conexões. A banda larga móvel, por sua vez, dobrou o número de acessos desde novembro de 2010, acrescentando 19,4 milhões de novas conexões.
Do número total de banda larga móvel, 7,6 milhões são de modems de acesso à internet e 31,3 milhões são de celulares de terceira geração (3G), incluindo os smartphones. Especificamente nesse segmento de 3G, o crescimento nos últimos 12 meses foi de 130%.

Projeto prevê Wi-Fi grátis obrigatório em aeroportos do Brasil


A Câmara dos deputados analisa o Projeto de Lei 2224/11, do deputado Hugo Motta (PMDB-PB), que torna obrigatória a oferta de acesso gratuito à internet pelas empresas aéreas no interior de terminais aeroportuários. A medida beneficiará os aeroportos das cidades com mais de 500 mil habitantes e a velocidade mínima da conexão será de dois Mbps.
O parlamentar sugere que as companhias aéreas coloquem cartazes no aeroporto em locais visíveis, como nas áreas de embarque e desembarque, com a informação da disponibilidade de conexão sem fio gratuita à internet.

Pelo descumprimento da medida, as empresas aéreas poderão ter que pagar multas de 10 mil reais, cobradas em dobro em caso de reincidência.
Hugo Motta ressaltou que é necessário estabelecer meios para que o serviço seja ofertado no Brasil. “Uma forma eficiente, que representa gasto zero para o contribuinte, é a imposição de obrigatoriedade, às empresas aéreas, de oferta de acesso irrestrito à internet sem fio nos principais aeroportos do país”, afirmou. Na avaliação do parlamentar, a medida representará apenas um gasto ínfimo para as empresas aéreas.
Fora de casa

“Se, em condições normais, o acesso aos serviços de telecomunicações, em especial à internet – por exemplo, nos casos nos quais as pessoas estão em trânsito, longe de familiares e do ambiente de trabalho”, afirma o deputado. Ele comenta que esse é o caso do cidadão que está em um aeroporto, esperando seu voo e que fica praticamente impedido de usar banda larga, a não ser que se submeta às extorsivas tarifas ainda cobradas por acessos Wi-Fi pagos ou por 3G.

O projeto tramita em caráter conclusivo na Câmara e terá de ser examinado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Caso seja aprovada, a medida terá de ser aprovada pelo Senado e ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. Somente depois de percorrer esse caminho é que a medida passa a valer.